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     Se, depois de Abril de 74, eu imediatamente me dissera: "eis-me livre da praça pública, do político, na poesia", agora, hoje, não me é possivel olhar para os mortos que flutuam no lago de Kiwu, sem desejar poetar sobre eles.

     Não posso ver, hoje, a fome crescente e a chacina entre nações sem comoção. E a emoção pelos seres, pelos outros, pela natureza, pelo Cosmos, gera o poema.

 

Fiama Hasse Pais Brandão

publicado por RAA às 14:42 | comentar | favorito