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São sombras que passam despidas

caminham sozinhas o laivo das fontes

 

não falam, não bebem, não abrem o céu

passam descalças o estreito caminho

 

muradas, sem nome desossam aos dias

amanham descalças as ervas dos rios

 

sufocam azuis, estaladas de ferida

 

são fodidas à noite como fábricas.

 

Alexandre Nave

publicado por RAA às 23:31 | comentar | favorito