NOITE NOS JARDINS DA GULBENKIAN

O limo, o lume, as áleas protegidas

e a noite que chega

sem nos perguntar.

 

E se o jardim, súbita melodia

nas áleas a perder-se, só memória,

fosse afinal complacência muda

e o nosso grito o lume que defende as áleas

do peso de ser noite?

 

Mas quem arrisca um grito,

da vida que nos coube?

 

Luís Filipe Castro Mendes

publicado por RAA às 01:14 | comentar | favorito