"Cai a noite."

Cai a noite.

     Sob o manto da sombra

     O braseiro é um bálsamo

     Que sara o aguilhoar

     Dos escorpiões do frio.

     Ardente, talhou as mantas,

     O nosso cálido abrigo

     Onde frio se não consente.

 

O incêndio na lareira

(Nós olhando fascinados

E a grande taça de vinho

Que vai passando em redor)

Mal nos permite a intimidade

E logo nos afasta.

 

É uma mãe,

     Que umas vezes nos amamenta

     E outra nos retira o peito.

 

Ibn Sara

(Adalberto Alves)

publicado por RAA às 14:25 | comentar | favorito