SOL DE AGOSTO

I

 

Que posso eu querer do Céu,

se na terra há um sol de Agosto

e a vida canta da alva ao sol-posto?

 

Que posso eu querer de abstracto,

se teu sangue brotou da minha força

e a dor que te rasgou a ergui em facho?

 

Deixem dizer!

A seiva tem seu travo, é certo.

Pois bem: mais uma razão para eu beber.

 

João José Cochofel

publicado por RAA às 17:21 | comentar | favorito