CANÇÃO DA ÚLTIMA ESPERANÇA

Rompa-se o corpo e fique

O centro de seu centro.

Que então se verifique

Nua a alma lá dentro.

 

Mas nua nem que seja

No rictus de ironia

De uma boca que beija

Como quem se desvia.

 

Que sós se verifique

O centro do seu centro

Se, morto o corpo, fique

Nua a alma lá dentro.

 

Carlos Lemonde de Macedo

publicado por RAA às 12:38 | comentar | favorito