CANTIGA DE AMOR

De onde estou, tão longe,

vejo-te à janela.

(Não te vejo, não:

vejo-te sòmente

na imaginação.)

 

Onde estou, tão longe,

chega a tua voz.

Oiço um longo brado

que é por mim que chama.

Oh que lindo som!

-- e é imaginado...

 

Onde vou te levo,

minha doce Amiga.

Tenho-te onde estou.

A cabeça dói-me

porque o Sonho a cansa?

-- Onde a descansara,

se te não trouxera

mesmo na lembrança?

 

Sebastião da Gama,

Pelo Sonho É que Vamos

publicado por RAA às 13:09 | comentar | favorito