05
Abr 17

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«O que os poemas querem dizer, só eles sabem o que querem dizer.»

António Carlos Cortez, «Herberto Helder -- O nome mais obscuro»
JL-Jornal de Letras, Arte e Ideias,
Lisboa, 29 de Maio de 2013
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04
Out 16

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«[...] nada mais ambíguo, nada mais fugidio, nada mais delicado, nada mais subjectivo, nada mais rebelde à análise que uma mundividência poética.»

 

Manuel Antunes, «Mundividências da poesia portuguesa desde o romantismo aos anos 60» (1973)

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02
Set 16

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«Em poesia, a realidade não é outra coisa senão a linguagem que a produz.»

 

Gastão Cruz, A Poesia Portuguesa Hoje (1973; 2,ª ed., 1999)

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22
Jan 13

La raison d'être du poète?

La raison d'être du poète? La voilà: la page blanche, la plume, le mot. Le reste est anecdote.

 

Léo Ferré

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16
Out 12

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[...] nãi há poeta, que o seja de nascença e de índole, que não proteste -- clara ou veladamente -- contra o presente, contra o imediato existente, quer se debruce sobre o passado, quer se volte para o futuro.»

João de Barros, Eugénio de Castro (conferência), 1945 

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13
Dez 11

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[...] O poeta aparece -- quando aparece -- aos olhos da comunidade enquanto o sem abrigo da escrita. E, pior ainda, o sem abrigo da própria vida e do próprio senso, pois que os dias não se compadecem dessa miséria adocicada que são os poemas. Entre proscrita pela cidade e insubordinada por natureza, o lugar da poesia é nenhum lugar. [...]

 

Paulo José Miranda

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10
Dez 11

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A mocidade duma obra só vem a ser aceite quando o tempo correu sobre ela.

 

José Régio

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18
Nov 11

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     Se, depois de Abril de 74, eu imediatamente me dissera: "eis-me livre da praça pública, do político, na poesia", agora, hoje, não me é possivel olhar para os mortos que flutuam no lago de Kiwu, sem desejar poetar sobre eles.

     Não posso ver, hoje, a fome crescente e a chacina entre nações sem comoção. E a emoção pelos seres, pelos outros, pela natureza, pelo Cosmos, gera o poema.

 

Fiama Hasse Pais Brandão

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22
Set 11

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A poesia é o "real absoluto" mas em constante mutação, e por isso sempre haverá poesia que sempre se cumprirá fora dos muros e das luzes da cidade. É este o lugar dos poetas, cá fora. Os que se aproximam dos outros poderes ou perderam a inocência ou nada aprenderam com a experiência: já não são poetas.

Casimiro de Brito
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07
Set 11

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A poesia é um acto de insubordinação a todos os níveis, desde o nível da linguagem como instrumento de comunicação, atá ao nível do conformismo, da conivência com a ordem, qualquer ordem estabelecida.
[...]
É claro que falo do poeta e não do poetastro, do industrial e comerciante de poemas, do promotor da venda das palavras que proferiu. Falo do homem que nunca repousou sobre o que escreveu, que se recusou a servir-se a si e a servir, que constantemente se sublevou. [...]

Ruy Belo, «Breve programa para uma iniciação ao canto», Transporte no Tempo, 4.ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1997, pp. 19-20.
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