ATÉ SE REVOLTAREM OS ESCRAVOS

Até se revoltarem os escravos.
Até se rebentarem as comportas.
Até sismos divinos, roncos cavos
Da terra inquieta sob as pedras mortas
Sacudirem a nossa quietação.
Até que luas doidas sobre o mar
Sejam sinal da Alucinação.
Até se extinguir a gentileza
Que mais que nos liberta, nos corrompe.
Até sermos capazes de amar,
Até sermos capazes de morrer.

M. António
publicado por RAA às 15:33 | comentar | favorito