11
Set 10

...

íamos ali
no intervalo das duas mortes jogava-se
o bilhar
alguns velhos concêntricos moíam apostas baixas
à carambola
ponho talco nas mãos e no taco enquanto
observo resvalar a nota dobrada em quatro sobre o pano
verde
uma visão triangulada às tabelas da cabeceira
com gramsci nietzsche hemingway mal batidos
camurças de 1.ª entre duas novas mortes
também jogava às sortes nas traseiras do prédio
entre gente ordinária no gamão -- tinha 13 anos
depois tanto fazia ganhar com perder

Paulo da Costa Domingos
publicado por RAA às 19:04 | comentar | favorito

SIMPATIA

Olhas-me tu
Constantemente:
Daí concluo
Que essa alma sente;
Que ama; não zomba
Como é vulgar;
Que é uma pomba
Que busca o par!

Pois ouve: eu gemo
De te não ver!
E em vendo, tremo,
Mas de prazer!
Foge-me a vista...
Falta-me o ar...
Vê quanto dista
daqui a amar!

João de Deus
publicado por RAA às 14:39 | comentar | favorito
11
Set 10

Noite do Meu Inverno

autor: António Barahona
título: Noite do meu Inverno
edição: ICHTHYS
local: Lisboa
ano: 2001
págs.: 159
dimensões: 20,9x14,6x1 cm. (brochado)
composição e paginação: Fátima Barahona
impressão: Editorial Minerva, Lisboa
tiragem: 400 exemplares
capa: Luís Manuel Gaspar, sobre vinheta de Maria del Pilar Andalúz
observações: poema inaugural de Ruy Cinatti, dedicado ao Autor
publicado por RAA às 01:20 | comentar | ver comentários (2) | favorito