POESIA

Nem música, nem flores,

Nem aves, nem aromas,

Nem rufos de tambores,

Nem baloiçar de palma;

Uma aridez enorme

Sobre a planície adusta

Que o céu azul decora

E aonde a vida dorme.

Deserto... E o que me custa

É não saber se é fora

Ou dentro da minh'alma!

 

Cabral do Nascimento,

in As Folhas de Poesia Távola Redonda,

edição de António Manuel Couto Viana (1988)

publicado por RAA às 13:30 | comentar | ver comentários (4) | favorito (1)