POEMAS DUM CREPÚSCULO

II

Na calmaria da tarde,
Que faz tudo prolongar-se,
Vem até mim mansamente
O embalo triste do mar...

Mar para fazer saudade
Em quem fica e em quem parte...
Mar para dar morte -- morte!...
A quem lá vai buscar vida...

Mar para toda a loucura,
Voz a chamar suicidas...

Balanço nos meus ouvidos,
Ritmo para um verso manso...

Alberto de Serpa
publicado por RAA às 17:39 | comentar | favorito