a escrita mais ténue (a noite)

um trilo de obsidiana agita
a poalha de leite
limalha de voos
que aguardava no adágio extinto

uma nova escrita mais ténue
nasce coalha agita
a centelha ausente
E os céus prepara p'ra um verão

se regressam as melodias
se a nata do poema
treme de evidente
no esperanto de uma erupção

se o tempo pára na estação

Pedro Ludgero
publicado por RAA às 21:48 | comentar | favorito