HOMEM AO MAR

No vale onde me encontro
ouço os sinos das igrejas
às horas certas.

O vento é o meu nevoeiro,
o badalar é o mugir do meu farol.

Homem das cidades marítimas,
sinto o cerco dos montes, dos penedos, da floresta.
Sei que há lobos,
javalis escondidos,
cavalos selvagens pastando solitários.

O pio nocturno da coruja
não me deixa esquecer onde estou.

Vilar, Gerês, Agosto de 2000
publicado por RAA às 12:22 | comentar | favorito