UM SOBREVIVENTE DO TARRAFAL

Vejo-o velho
anarquista digno
e austero casaco
abotoado sem
gravata nem
dentes.


Quase pede licença para falar.


Chega-me um
hálito de morte
com a sua voz
sumida. Não me importa
tanto o que diz
nem como o diz.
A figura é tudo.

24-V-2003
publicado por RAA às 12:49 | comentar | favorito