NOCTURNOS (PORTO GRANDE)

Para Augusto Casimiro
I
Luzes , raras, da baía
saltitam na água macia
-- enguias de ouro a brincar
numa alcatifa negra de veludo --
e multiplicam-se no mar,
no mar sonâmbulo e mudo.
Perpassam gritos
como os que se calam dentro da gente...
Fantasmas negros de lanchas
enchem o porto de manchas,
sacodem mastros aflitos
silenciosamente...
Manuel Lopes
publicado por RAA às 12:14 | comentar | favorito