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Liberdade querida e suspirada,

Que o Despotismo acérrimo condena!

Liberdade, a meus olhos mais serena

Que o sereno clarão da madrugada!

 

Atende à minha voz, que geme e brada

Por ver-te, por gozar-te a face amena!

Liberdade gentil, desterra a pena

Em que esta alma infeliz jaz sepultada!

 

Vem, oh deusa imortal, vem maravilha,

Vem oh consolação da humanidade,

Cujo semblante mais que os astros brilha!

 

Vem, solta-me o grilhão da adversidade!

Dos céus descende, pois dos céus és filha,

Mãe dos prazeres, doce Liberdade!

 

Bocage

publicado por RAA às 11:42 | comentar | favorito