ACODE A NOITE...

Acode a noite, o dia se apagando.

A cidade impõe-se outra face.

O mistério, agora, é lírico e é brando.

se a mão lhe toca, abre-se.

 

É noite funda. Dos bas-fond diversos

o som que vinha, lúbrico, morreu...

 

-- É Deus, que assiste à dor de fazer versos.

Foi a minh'alma que se mereceu.

 

António Luís Moita

publicado por RAA às 14:33 | comentar | favorito