RUMOR DE VENTO AO CREPÚSCULO

A juventude duma olaia:
passou o vento
e levantou-lhe a saia.

Que ficou desse amor
mais que o rumor do vento?
Ou mais do que perder
nos longes da campina
o subtil rumor
que foge e não se esquece?

Violada se debruça
a noiva vegetal
agora que anoitece.

Carlos de Oliveira
publicado por RAA às 01:55 | comentar | favorito