"-- Não era ninguém. A água."

-- Não era ninguém. A água. -- Ninguém?

Pois não é ninguem a água? -- Não

há ninguém. É a flor. -- Não há ninguém?

Mas não é ninguém a flor?

 

-- Não há ninguém. Era o vento. -- Ninguém?

Não é o vento ninguém? -- Não

há ninguém. Ilusão. -- Não há ninguém?

Não é ninguém a ilusão?

 

Juan Ramón Jiménez,

Antologia Poética

(trad. José Bento)

 

 

publicado por RAA às 13:00 | comentar | favorito