12
Jan 12

O DIA

O dia de lábios escorrendo luz

o dia está na metade da laranja

o dia sentado nu

nem sente os pesados besouros

nem repara que espécie de ser... ou deus... ou animal é esse que passa no frémito da

                                                                                                                                  [hora

espiando o brotar dos seios.

 

Mário Quintana

publicado por RAA às 14:43 | comentar | favorito
07
Dez 10

O POEMA

Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

Mário Quintana
publicado por RAA às 15:47 | comentar | favorito